Montanha da Penha
Variedade de fauna e flora às portas da cidade
10 Jul 2017

A Montanha da Penha é um dos principais ecossistemas do concelho. Parte desta é abrangida pela Rede Ecológica Nacional (REN), correspondendo a 58,33% do total da área REN do concelho, albergando diversos tipos de habitats e comunidades vegetais e animais relevantes em termos de biodiversidade e Conservação da Natureza, sendo um local de uma enorme diversidade arbórea, onde predominam os carvalhos na sua maioria, mas também sobreiros, medronheiros, ciprestes, cedros e tílias.


Embora densa, a vegetação da Penha não é muito variada e encontra-se alterada em relação à Fauna natural. A intervenção do Homem retirou progressivamente algumas espécies, mas por um lado, recentemente, foi feita uma introdução gradual de algumas espécies autóctones, mas por outro, na altura que foram construídos os palacetes na época do romantismo, foram trazidas espécies vegetais de outros locais do mundo, que se tornaram invasoras, predominando as plantas exóticas com um certo requinte de romantismo dos finais do séc. XVIII, altura em que se começaram a divulgar as flores e as plantas exóticas vindas do Oriente, especialmente através das exposições que tinham lugar nas grandes cidades (Porto e Lisboa).

Observadas atentamente, as espécies do parque florestal da Penha constituem um autêntico oásis, uma espécie de santuário natural, cujas árvores irradiam beleza e energia para todas as terras circunvizinhas, possui uma flora riquíssima, essencialmente mediterrânica, fruto da geologia e do microclima da Serra.

No que concerne à diversidade faunística, podemos encontrar uma grande variedade de espécies animais.
É possível verificar algumas espécies ao longo destes percursos e no próprio cume da montanha, nomeadamente, a alvéola-branca, o pisco-de-peito-ruivo, o cartaxo-comum, o chapim-real, o chapim-carvoeiro, o chapim-rabilongo, o chapim-azul, o gaio, o tentilhão, o lugre, o pintarroxo, o tordo-comum, o pica-pau-verde, a trepadeira-azul, a trepadeira-comum e a cotovia-arbórea. Na época estival, é possível observar o noitibó-cinzento a caçar insetos ao redor do Santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha.

No topo da montanha, onde a estrelinha-real é frequente, os locais mais favoráveis para a ocorrência de aves são os parques de estacionamento, a zona que circunda o parque de campismo e junto ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha.
Próximo do meio rural, é possível encontrar também esquilos roedores, melros, carriças, toutinegras. Ocorrem outras espécies com particular importância em termos de Conservação da Natureza, como os verdelhões, cerzinos e tentilhões; gaios, patos-reais. No entanto, a perturbação originada pela presença humana, causa um impacto visual e ruído, que quando ocorre durante o período de reprodução é particularmente grave, afetando principalmente os mamíferos.

O Município de Guimarães tem em curso, diversos projetos que visam promover a biodiversidade deste ecossistema, potenciando ainda o turismo de natureza, como são exemplos o Plano de Controlo de Espécies Invasoras, a criação de Rotas de Biodiversidade, a instalação de um Centro Ornitológico e ainda a reflorestação de zonas ardidas ou com intensa presença de espécies invasoras, projetos que integram o plano de promoção da biodiversidade de Guimarães recentemente reconhecido, P2GREeN. Pode saber mais sobre todos estes projetos em:
Guimarães está ainda a desenvolver um conjunto de projetos capazes de avaliar o potencial de classificação da Montanha da Penha enquanto áreas de interesse local e nacional.