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Bacias de Retenção são exemplo nacional na prevenção de cheias


A criação das Bacias de Retenção em Guimarães por forma a resolver o problemas das inundações no centro da cidade tem sido alvo de reconhecimento nacional e internacional evitando que, desde a sua criação, tivesse sido registas cheias naquela zona da cidade.

A intervenção teve como principal objetivo o melhoramento e a manutenção da função hidráulica da Ribeira da Costa, constituindo uma solução para evitar cheias com a criação de duas bacias de retenção – uma destinada à acumulação de águas pluviais da rede drenagem (situada a jusante do edifício das Hortas) e outra, situada a montante, que prevê a acumulação das águas da Ribeira da Costa/Couros – ambas para funcionar apenas em alturas de picos de pluviosidade, no sentido de minimizar efeitos negativos.

Com esta obra, a Câmara Municipal de Guimarães privilegiou a preservação e valorização de espaços verdes, que se encontram enquadrados na cidade, favorecendo a sustentabilidade e a biodiversidade do sistema natural, criando corredores ecológicos fluviais, além de aumentar o grau de utilização pública destas áreas naturais, criando lugares de interface entre as vivências sociais e os espaços ribeirinhos.



A Ribeira da Costa/Couros é um dos afluentes do Rio Selho. Nasce na montanha da Penha e atravessa a cidade de Guimarães, abrangendo diversas zonas desde o Parque da Cidade, Parque das Hortas, zona de Couros, Mercado Municipal/Alameda Mariano Felgueiras até desaguar no Rio Selho, na Veiga de Creixomil, numa extensão de aproximadamente 6.2 km, alternando entre locais em que o escoamento é feito em superfície livre com zonas em que é canalizado.

A correspondente área da bacia hidrográfica tem cerca de 11.23 km2. A Veiga Creixomil/Ribeira de Couros, com um valor de investimento elegível aprovado de €2.918.306,17, teve uma comparticipação financeira aprovada de €2.480.560,24, equivalente a uma taxa de comparticipação de 85% (FEDER), no âmbito do PO Norte, resultantes das disposições regulamentares comunitárias (Regulamento CE n.º 1083/2006 e 1828/2006) e das normas e especificações técnicas instituídas pela Autoridade de Gestão em vigor à data da sua aprovação.